“A verdade sincrónica parece ser a negação da verdade diacrónica e, vendo as coisas superficialmente, parecerá a alguém que cumpre escolher entre as duas; de facto, não é necessário
“A essa separação da fonação e da língua se oporão, talvez, as transformações fonéticas, as alterações de sons que se produzem na fala, e que exercem influência
“A actividade de quem fala deve ser estudada num conjunto de disciplinas que somente por causa da sua relação com a língua têm lugar na Lingüística (…) (...) Mas todas as inovaçõe
"Por oposição aos significantes visuais (sinais marítimos, etc.), que podem oferecer complicações simultâneas em várias dimensões, os significantes acústicos só dispõem
(...) a imagem gráfica das palavras impressiona-nos como um objeto permanente e sólido, mais adequado do que o som para constituir a unidade da língua através dos tempos. Pouco importa que esse liame seja superficial e cri
“Tomada como um todo, a linguagem é multiforme e heteróclita; participando de diversos domínios, tanto do físico, quanto do fisiológico e do psíquico, ela pertence ainda ao domínio individual e a
“A língua é necessária para que a fala seja inteligível e produza todos os efeitos; mas esta é necessária para o estabelecimento da língua; historicamente o facto da fala precede sempre." Fe
“(...) os termos estabelecem entre si, em virtude de seu encadeamento, relações baseadas no carácter linear da língua, que exclui a possibilidade de pronunciar dois elementos ao mesmo tempo. Estes se alinham um
"Não podemos esquecer uma faculdade de associação e de coordenação que se manifesta a partir do momento em que deixamos de lidar com signos isolados; é esta a faculdade que desempenha o papel mais import
“(…) quer se considere o significado, quer o significante, a língua não comporta nem ideias nem sons preexistentes ao sistema linguístico, mas somente diferenças de conceito e diferenças de som resultan
“Mas o que é a língua? Para nós, ela não se confunde com a linguagem; é somente uma determinada parte, essencial, indubitavelmente. É, ao mesmo tempo, um produto social da faculdade de linguagem e um co
“(…) o Outro aparece-nos situado, porque também nós estamos sempre situados: ele recorta-se sobre o fundo dos nossos conhecimentos e valores, determinando o próprio perfil com autonomia e clamando pela nossa contempl
“O estudo da linguagem comporta, portanto, duas partes: uma, essencial, tem por objecto a língua, que é social em sua essência e independente do indivíduo; esse estudo é unicamente psíquico; outra, secun
“Pode-se, então, conceber uma ciência que estude a vida dos signos no seio da vida social; ela constituiria uma parte da Psicologia social e, por conseguinte, da Psicologia geral; chamá-la-emos Semiologia (do grego seme&icir
“É mister uma massa falante para que exista uma língua. Em nenhum momento, e contrariamente à aparência, a língua existe fora do facto social, visto ser um fenómeno semiológico. A sua natureza soc
"A língua é o produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adoptadas pelo corpo social, para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos. Trata-se de u
a língua é o produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adoptadas pelo corpo social, para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos.