Álvaro de Campos CARNAVALA vida é uma tremenda bebedeira.Eu nunca tiro dela outra impressão.Passo nas ruas, tenho a sensaçãoDe um carnaval cheio de cor e poeira...A cada hora tenho a dolorosaSensação,
« «Ultimatum» de Álvaro de Campos (1917) Mandado de despejo aos mandarins da Europa! Fora.Fora tu, Anatole-France, Epicuro de farmacopeia-homeopática, ténia-Jaurès do Ancien-Régime, salada de
Ortografia “O argumento da uniformização é uma coisa, a base em que uniformizar é outra. Sobre as vantagens da uniformização ortográfica estamos, creio, todos de acordo; não o estamos sobr
“Somos incapazes de revolta e de agitação. Quando fizemos uma “revolução” foi para implantar uma coisa igual ao que já estava. Manchámos essa revolução com a brandura com que t
“Quatro são, disse, as bases em que assenta a civilização europeia, quatro os princípios que constituem a sua individualidade ou essência. São eles a cultura grega, a Ordem romana, a Moral Cristã
“O pensamento em si está fora do tempo e do espaço; é anterior a eles. Sentimento e vontade é que exigem tempo e espaço. A percepção é que está no tempo e no espaço; nã
Alexander Search Men of ScienceTo toil through time and hate and to consumeFar more than life in Error's hard defeat,Seeking e'er for the true, for the complete,Careless of faith and misery and doom -Is there a nobler task, while life
Livro do Desassosegocomposto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa (Fragmentos) 149."Não é fácil distinguir o homem dos animais, não há critério seguro para disting
Bernardo Soares In.: Livro do DesassossegoVivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperan&cce
O guardador de rebanhos - VIII Fernando Pessoa (1888-1935)(Alberto Caeiro)0Poema do Menino Jesus00Num meio dia de fim de primaveraTive um sonho como uma fotografiaVi Jesus Cristo descer à terra,Veio pela encosta de um monteTornado outra vez me
(…) Outra vez te revejo,Cidade da minha infância pavorosamente perdida... Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui... Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,E aqui tornei a voltar, e a
[…] Se eu morrer muito novo, oiçam isto: Nunca fui senão uma criança que brincava. Fui gentio como o sol e a água, De uma religião universal que só os homens não têm. Fui feliz porque n&at
Álvaro de Campos DemogorgonNa rua cheia de sol vago há casas paradas e gente que anda.Uma tristeza cheia de pavor esfria-me.Pressinto um acontecimento do lado de lá das frontarias e dos movimentos.Não, não, isso n&a
Fernando Pessoa (por ele mesmo): Quando foi da publicação de Orpheu, foi preciso, à última hora, arranjar qualquer coisa para completar o número de páginas. Sugeri então ao Sá-Carneiro que eu fi
Álvaro de Campos Lisbon Revisited (1923)NÃO: Não quero nada. Já disse que não quero nada. 9Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. 9N&atil
Alberto Caeiro Vive Vive, dizes, no presente, Vive só no presente. Mas eu não quero o presente, quero a realidade; Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede. O que é o presente? É uma cousa rel
De Bernardo Soares (ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa)Fragmentos
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"Na falta de saber, escrevo; e uso os grandes termos da Verdade alheios conforme as exigências da emoção. Se a emoção &eac
Gostava de gostar de gostar.
Um momento... Dá-me de ali um cigarro,
Do maço em cima da mesa de cabeceira.
Continua... Dizias
Que no desenvolvimento da metafisica
De Kant a Hegel
Alguma coisa se perdeu.
Faze canteiros como os que os outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer