“O mundo económico, indeterminado e versátil, flutua em paralelo às análises que tentam controlá-lo sem a menor hipótese de sucesso. Não se trata mais de crise, mas de catástrofe das defin
."(…) a democracia, os direitos humanos, circulam como qualquer outro produto global, tal como o petróleo ou os capitais." Jean Baudrillard (1929-2007)
“(…) as massas absorvem toda a eletricidade do social e do político e neutralizam-na, sem retorno. Não são boas condutoras do político, nem boas condutoras do social, nem boas condutoras no sentido geral (&hel
“Toda essa configuração do progresso, da técnica, da razão, da democracia e dos direitos humanos, à força de se repetir, sem mesmo acreditar acaba-se acreditando. É uma auto-intoxicaç&atil
“(…) o consumo entendido enquanto linguagem pode, por si só, substituir-se a todas as ideologias e acabar por assumir a integração de toda a sociedade, como acontecia com os rituais hierárquicos ou religiosos
“Não há solução ou salvação a esperar da parte dos intelectuais. O mesmo vale para os políticos. As pessoas foram adestradas para esperar um remédio milagroso fornecido pelos mestres
“(…) tudo é funcional e absorvido, sendo que cada indivíduo se torna parte da engrenagem global, mas, em contrapartida, acredito, ao contrário do que se diz, na existência de radicalidade, ou seja, de
Baudrillard, Em relação à Europa, no começo eles tinham a arrogância feliz do "sim" triunfante e agora têm uma arrogância infeliz. Mas nada mudou, eles ainda se pensam como a consciência moral e os detentores dos valores universais. Há uma espécie de
Jean Baudrillard; Os animais, não falam. Num universo de fala crescente, de constrangimento para a confissão e a fala, só eles permanecem mudos, e desse facto eles parecem recuar para longe de nós, para trás do horizonte da verdade. Mas é isso que fa
Jean Baudrillard; E se nos sentimos justificados a usar este termo [sociedade de consumo] na sociedade contemporânea, não é porque passamos a comer mais e melhor, é porque absorvemos mais imagens e mensagens
Baudrillar; Não há topologia mais bela que a de Moebius para designar essa contiguidade do próximo e do distante, do interior e do exterior, do objecto e do sujeito na mesma e
Jean Baudrillard; Os signos evoluíram, tomaram conta do mundo e hoje dominam-no. Os sistemas de signos operam no lugar dos objectos e progridem exponencialmente em representações cada vez mais complexas
Tentamos exorcizar a alteridade radical da morte por meio da terapia, da cirurgia estética, da clonagem, num sistema de identificação total entre todos, de ‘metástase do mesmo’.
as massas são uma] “bola de cristal das estatísticas (...) que absorvem toda a electricidade do social e do político e as neutralizam, sem retorno. Não são boas condutoras nem do político, nem do social, nem do sentido.
Crítico da “sociedade do espectáculo”, onde todos são vítimas da vontade de aparecer, Jean Baudrillard (1929- ) diz que há “uma grande diferença entre o acontecimento que advém do tempo histórico e aquele que advém do tempo real da in
O pensamento crítico julga e escolhe, produz diferenças, e é pela selecção que ele vigia o sentido. As massas, elas não escolhem, não produzem diferenças, mas indiferenciação – elas mantêm a fascinação
“O indivíduo deixou de existir num relacionamento objectivo, até mesmo ‘alienado`, com o seu ambiente. Ele não é mais ‘um actor ou dramaturgo`, mas... um terminal de redes múltiplas, como um