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Martin Heidegger (1889-1976)
A reflectir:
Heidegger tem razão, porém, intencionalmente, oculta a questão primordial: sem homem não há linguagem. Mesmo que - usando as concepções de Heidegger - a linguagem não pertencesse ao homem ela não existiria sem ele. Diríamos: sim é verdade, senhor e mestre não! Talvez companheiro fosse, de facto, mais adequado...
MR090828
O tempo acaba o ano, o mês e a hora,a força, a arte, a manha, a fortaleza; o tempo acaba a fama e a riqueza, o tempo o mesmo tempo de si chora. O tempo busca e acaba o onde mora qualquer ingratidão, qualquer dureza; mas não pode acabar minha tristeza, enquanto não quiserdes vós, Senhora. O tempo o claro dia torna escuro, e o mais ledo prazer em choro triste; o tempo a tempestade em grã bonança. Mas de abrandar o tempo estou seguro o peito de diamante, onde consiste a pena e o prazer desta esperança. Luís Vaz de Camões (1524?-1580) Soneto 133 |
(descoberto em 1781, o planeta Urano recebeu o nome do deus grego, por ser o planeta mais longe do sol na época)
Descrição:
O céu, filho da Terra ((Gaia)), existe desde o início de tudo. Ouranos desposou a Terra e foi pai dos Ciclopes e dos Cem-Mãos, mais tarde dos 12 Deuses Titãs. Tendo enviado os Ciclopes para Tartarus, a Terra convenceu Cronos, o Titã mais novo a iniciar uma rebelião contra os céus. Cronos castrou seu pai (escondido dentro da vagina de sua mãe) e expulsou-o para vagar pelos céus.
Rege Aquário.
Fonte: http://members.fortunecity.com/dionisio4/Manualdeuses.htm

John R. Searle (n. 1932)
Esplanada (1991) . Manuel António Pina (n. 1943) |
Benjamin Lee Whorf (1897-1941)
(tradução livre para o português-Portugal a partir do português-Brasil)
Bronisław Kasper Malinowski (1884-1942)
(tradução livre para o português-Portugal a partir do português-Brasil)
Paul Veyne (n.1930)
(tradução livre para o português-Portugal a partir do português-Brasil)
Henry David Thoreau (1817-1862)
In.: A Desobediência Civil
(tradução livre do português-Brasil)
Lisboa que amanhece
Cansados vão os corpos para casa
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo
A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram
Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece
O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem
E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes
Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece
Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas
E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura
Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece
Sérgio Godinho (n. 1945)
Ferdinand de Saussure (1857-1913)
Jorge Luis Borges Acevedo (1899-1986)
(tradução livre para o português-Portugal a partir do português-Brasil)
(…)
“a memória é resultado do movimento do sujeito no acto da memorização, como também é a acção dos diversos grupos sociais nas suas histórias, no passado e no presente”
Maurice Halbwachs (1877-1945)
(tradução livre a partir do português-Brasil)(…)
Isso mesmo explica a distribuição desproporcionada de inventores e inovadores nas diversas classes sociais. As classes privilegiadas têm dado uma percentagem consideravelmente maior de criadores científicos, técnicos e artísticos por terem precisamente nas suas mãos todas as condições necessárias para criar.”
Lev S. Vygotsky (1896-1934)
(tradução livre a partir do português-Brasil)

