"o sonho de um é parte da memória de todos." 

Jorge Luis Borges

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DISTINÇÃO MNEMOSYNE

Tai Chi /China

12 May 2008 12:47 A GMT+01

 

                        Tai Chi                        Composição digital (a partir de imagem algures na Rede)

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Um continuum de consciência cósmica

11 May 2008 12:00 A GMT+01

“(…) há um continuum de consciência cósmica contra o qual a nossa consciência individual apenas constrói cercas acidentais e dentro do qual as nossas várias mentes mergulham como se dentro de um mar-mãe ou reservatório."

William James (1842 -1910)

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Vírus e robôs...

10 May 2008 1:47 A GMT+01

(...) os vírus não são vivos, pois falta-lhes metabolismo próprio. Fora das células vivas, os vírus são estruturas moleculares inertes compostas de proteínas e ácidos nucléicos. O vírus é, em essência, uma mensagem química que precisa do metabolismo de uma célula hospedeira para produzir novas partículas viróticas, de acordo com as instruções contidas no seu DNA ou RNA. Essas novas partículas não são constituídas dentro dos limites do próprio vírus, mas fora deles, na célula hospedeira.

Do mesmo modo, um robô que monta outros robôs a partir de peças produzidas por outras máquinas não pode ser considerado um ser vivo. Nos anos recentes, aventou-se várias vezes a hipótese de que os computadores e outros autómatos possam vir a constituir, no futuro, novas formas de vida. Porém, a menos que eles sejam capazes de sintetizar seus componentes a partir de "moléculas de alimento" presentes no ambiente, não podem ser considerados vivos de acordo com a nossa definição de vida.

Fritjof Capra (n. 1939)

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Conhecer a verdade / Evitar o erro

9 May 2008 12:00 A GMT+01

“Há duas maneiras de encarar os nossos deveres relativamente às opiniões – maneiras inteiramente diferentes, mas, mesmo assim, maneiras por cujas diferenças a teoria do conhecimento parece até aqui ter mostrado pouco interesse. Devemos conhecer a verdade e devemos evitar o erro – esses são os nossos primeiros e maiores mandamentos como pretensos conhecedores; mas eles não são dois modos de enunciar um mesmo mandamento, eles constituem duas leis distinguíveis... Ao escolher entre elas, nós podemos acabar por afectar diferentemente toda a nossa vida intelectual... Da minha parte, eu creio que coisas bem piores podem acontecer a um homem do que estar enganado.”

William James (1842 -1910)

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Lavoisier - efeméride

8 May 2008 12:00 A GMT+01

Faz hoje, dia 8 de Maio de 2008, exactamente 214 anos que morreu o químico e pensador francês Antoine Lavoisier (1743-1794). Durante a Revolução Francesa foi julgado por um tribunal revolucionário, condenado à morte e guilhotinado em Paris.

 

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Um pragmatista

7 May 2008 12:00 A GMT+01

“Um pragmatista volta decididamente as costas a uma série de hábitos inveterados que são caros aos filósofos profissionais. Renuncia à abstracção e à insuficiência, às soluções verbais; às más razões apriorísticas, aos princípios rígidos, aos sistemas fechados e aos pretensos absolutos e origens. Volta-se para o concreto e o adequado, para os factos, para a acção e para o poder.”

William James (1842 -1910)

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Propaganda: bonecos dos Beatles (1964)

6 May 2008 7:03 P GMT+01

bonecos dos Beatles (1964) * "GET ALL FOUR"...
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A mente e o corpo

6 May 2008 2:08 A GMT+01

A mente existe porque há um corpo que fornece os seus conteúdos básicos. Por outro lado, a mente desempenha variadas tarefas que são bem úteis para o corpo – o controlo da execução de respostas automáticas em relação a um determinado fim, a antecipação e o planeamento de respostas novas; a criação das mais variadas circunstâncias e objectos cuja presença é benéfica para a sobrevida do corpo. As imagens que fluem na mente são o reflexo da interacção entre o organismo e o ambiente, o reflexo de como as reacções cerebrais ao ambiente afectam o corpo, o reflexo também de como as correcções da fisiologia do corpo se estão a desenrolar.”

António Damásio

In.: “Ao encontro de Espinosa

 

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A filosofia (Thomas Nagel)

5 May 2008 3:02 A GMT+01

«Um historiador pode perguntar o que aconteceu em determinado momento do passado, mas um filósofo perguntará: ´O que é o tempo?` Um matemático pode investigar as relações entre os números, mas um filósofo perguntará: ´o que é um número?` Um físico perguntará de que são constituídos os átomos ou o que explica a gravidade, mas um filósofo irá perguntar como podemos saber que existe qualquer coisa fora das nossas mentes. Um psicólogo pode investigar como as crianças aprendem uma linguagem, mas um filósofo perguntará: ´Que faz uma palavra significar qualquer coisa?` Qualquer pessoa pode perguntar se está errado entrar num cinema sem pagar, mas um filósofo perguntará: ´O que torna uma acção boa ou má?`»

Thomas Nagel (n. 1937)

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"Algo que um intervalo de tempo não pode quebrar"...

4 May 2008 12:00 A GMT+01

"Essa comunidade do ´eu` é algo que um intervalo de tempo não pode quebrar, e é por isso que um pensamento presente, mesmo consciente do intervalo, pode considerar-se contínuo com certas fracções escolhidas do passado."

William James (1842 -1910)

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Propaganda: Marlboro (1950)

3 May 2008 12:00 A GMT+01

marlboro 1950
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As concepções científicas devem ser verificáveis

2 May 2008 12:00 A GMT+01

“Toda a concepção científica é, antes de qualquer coisa, uma variação espontânea no cérebro de alguém. Para cada concepção que se prove útil e aplicável, existem milhares de outras que perecem devido à sua falta de valor. Sua génese é estritamente aparentada com aquelas inspirações poéticas, ou com as máximas de sabedoria, das quais as variações cerebrais também são a fonte. Mas enquanto a poesia e a sabedoria (como a ciência dos antigos) são sua própria razão de ser, e não vão muito além disso, as concepções científicas devem provar o seu valor sendo verificáveis. Tal teste é a causa de sua preservação, não de sua produção.”

William James (1842 -1910)

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O pragmatismo de William James

1 May 2008 12:00 A GMT+01

“O contraste essencial é que, para o racionalismo, a realidade já está pronta e completa desde a eternidade, enquanto que para o pragmatismo está a ser feita, à espera da sua forma futura. Por um lado, o universo está absolutamente firme, por outro, está perseguindo as suas aventuras

William James (1842 -1910)

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Em Maio de 2008 mnemosyne homenegeará a figura de  William James, filósofo pragmatista americano.

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Crianças tailandesas (arroz é vida...)

30 Apr 2008 1:06 A GMT+01

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                                    crianças tailandesas (arroz é vida…)            in.: “algures na Rede

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O homem inteiro

29 Apr 2008 12:00 A GMT+01

 

“É o homem inteiro, com a sua pesada carga de ancestralidade e de inconsciência, com toda a sua juventude confusa e contingente, que teria de ser levado em conta se quiséssemos medir os obstáculos que se colocam ao conhecimento objectivo.”

Gaston Bachelard (1884-1962)

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Um remédio milagroso

28 Apr 2008 4:41 A GMT+01

Não há solução ou sal­vação a esperar da parte dos intelectuais. O mesmo vale para os políticos. As pessoas foram adestradas para esperar um remédio milagroso fornecido pelos mestres do saber ou do poder. O sistema funciona assim.

Se os intelectuais confessassem que nada têm a oferecer, a situação ficaria mais clara. Eles, claro, não o farão. Sou cúmplice disso, mesmo se vivo retirado na abstracção e na solidão. Ainda assim, faço, até certo ponto, parte do jogo.

Não tenho nenhuma ilusão quanto ao papel de consciência crítica dos intelectuais. Não pretendo inventar mais nada. Contento-me em dizer de várias ma­neiras a ideia que tenho desenvolvido sem me preocupar com uma prova improvável ou impossível.

Do ponto de vista dos inte­lectuais, estou convencido de que a minha “mercadoria” não tem grande valor. Quem crê e fala da parte maldita, entretanto, deve fazer parte dela. É o meu caso.

Jean Baudrillard (1929–2007)

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"A casa perdida na noite dos tempos"...

27 Apr 2008 2:09 A GMT+01
     

“Se mantivermos o sonho na memória, se ultrapassarmos a colecção de lembranças precisas, a casa perdida na noite dos tempos sai da sombra, parcela a parcela.”

Gaston Bachelard (1884-1962)

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Dali`s missing lady (revisited)

26 Apr 2008 12:07 A GMT+01

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Dali`s missing lady (revisited)                      mistificação digital /MR060304
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Uma consciência histórica

25 Apr 2008 2:24 A GMT+01

“A consciência de fazer explodir o continuum da história é própria às classes revolucionárias no momento da acção. A Grande Revolução introduziu um novo calendário. O dia com o qual começa um novo calendário funciona como um acelerador histórico. No fundo, é o mesmo dia que retorna sempre sob a forma dos dias feriados, que são os dias da reminiscência. Assim, os calendários não marcam o tempo do mesmo modo que os relógios. Eles são monumentos de uma consciência histórica da qual não parece mais haver na Europa, há cem anos, o mínimo vestígio. A Revolução de Julho registrou ainda um incidente em que essa consciência se manifestou. Terminado o primeiro dia de combate, verificou-se que em vários bairros de Paris, independentes uns dos outros e na mesma hora, foram disparados tiros contra os relógios localizados nas torres. Uma testemunha ocular, que talvez deva à rima a sua intuição profética, escreveu:

"Qui le croirait! on dit qu’irrités contre l’heure
De nouveaux Josués, au pied de chaque tour,
Tiraient sur les cadrans pour arrêter le jour."

Walter Benedix Schönflies Benjamin (1892-1940)

In.: Sobre o conceito da História (1940)

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Tanto Mar (25Abril74-34a)

24 Apr 2008 10:58 P GMT+01
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"Descer ao mínimo do ser imaginante"

24 Apr 2008 12:00 A GMT+01

“Extrema solidão em que a matéria se dissolve, se perde. Dúvida que perde sua forma em face de uma matéria duvidosa. Se quiséssemos substituir o método da dúvida – método excessivamente virtual, pouco apto a libertar-nos da representação – por um método de apagamento – método mais efectivo, pois que tem para si o próprio declive do devaneio –, perceberíamos que o devaneio aéreo permite descer ao mínimo do ser imaginante, isto é, ao mínimo minimorum do ser pensante.”

Gaston Bachelard (1884-1962)

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Qual globalização?

23 Apr 2008 12:32 A GMT+01

“Todas as previsões que foram feitas por Marx não se realizaram. Aquilo que prevíamos nos anos 1950, 60 e até nos 80 não se deu (…). E isso não é porque os homens são idiotas e desprovidos de inteligência. É porque a história humana é só em parte determinada. Uma parte determinante repousa na acção dos homens. A meu ver, a globalização é irreversível, mas o problema é sabermos qual globalização? Ninguém pode responder a essa pergunta, (…).”

Gilles Lipovetsky  (n. 1944)

Excerto de entrevista

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Uma vontade consciente

22 Apr 2008 12:00 A GMT+01

“A criação de novos empregos, a distribuição espacial da população transformam-se num acto consciente da sociedade organizada. Têm que ser decididas pelos órgãos da sociedade, discutidas pelos indivíduos que compõem esses órgãos, e seus efeitos devem ser investigados. Com isso, a redistribuição da população torna-se um acto consciente.

A futura sociedade discute e decide se construirá uma nova fábrica de sapatos numa região de mineração, por exemplo, onde os custos de produção são baixos, ou numa agradável região arborizada, onde os trabalhadores envolvidos nessa produção poderão levar uma vida mais sadia e mais aprazível.

O efeito disso no carácter da nação, a determinação das transformações desse carácter, é algo que a sociedade retoma então para si, e a história futura do povo torna-se o produto dessa vontade consciente.

Desse modo, a nação do futuro conseguirá o que a nação da sociedade produtora de mercadorias jamais poderá alcançar: formar-se a si mesma, moldar o seu próprio destino e determinar conscientemente as futuras transformações de seu carácter.”

Otto Bauer (1882-1938)

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A imaginação

21 Apr 2008 1:44 A GMT+01

“Pretende-se sempre que a imaginação seja a faculdade de formar imagens. Ora, ela é antes a faculdade de deformar as imagens fornecidas pela percepção, é sobretudo a faculdade de nos libertar das imagens primeiras, de mudar as imagens. Se não há mudança de imagem, união inesperada das imagens, não há ação imaginante. Se uma imagem presente não faz pensar numa imagem ausente, se uma imagem ocasional não determina uma prodigalidade de imagens aberrantes, uma explosão de imagens, não há imaginação. Há percepção, lembrança de uma percepção, memória familiar, hábito das cores e das formas.”

Gaston Bachelard (1884-1962)

In.: “O Ar e os Sonhos

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Interlúdio: porta de conversão

20 Apr 2008 3:43 A GMT+01
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                                               Porta de conversão / Manipulação digital de plagiato MR0804

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